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REVISÕES SISTEMÁTICAS E METANÁLISE

Fatores de risco para doenças cardiovasculares e osteomusculares relacionadas ao trabalho em profissionais do atendimento pré-hospitalar de urgência: uma revisão sistemática

Risk factors for work-related cardiovascular and musculoskeletal diseases among prehospital urgent care workers: a systematic review

Juliana Adami Sedrez; Ana Paula da Silva Kasten; Fabiana de Oliveira Chaise; Cláudia Tarragô Candotti

DOI: 10.5327/Z1679443520170050

RESUMO

CONTEXTO: Pesquisas com o trabalhador do atendimento pré-hospitalar de urgências têm investigado o estresse relacionado ao trabalho e suas repercussões na saúde mental e física desses profissionais.
OBJETIVO:
Identificar os fatores de risco para doenças cardiovasculares (DCV) e doenças osteomusculares (DOM) nos trabalhadores do atendimento pré-hospitalar de urgências.
MÉTODOS: Realizou-se uma busca sistemática nas bases de dados PubMed, EBSCO, Embase e Science Direct, com os seguintes critérios de inclusão: abordar fatores de risco para as DCV e DOM e envolver trabalhadores pré-hospitalar de urgências.
RESULTADOS:
Inicialmente, foram encontrados 370 artigos, dos quais 11 foram incluídos na presente revisão. Os estudos considerados identificam fatores de risco para as DCV, como índice de massa corporal e sedentarismo, porém com limitado nível de evidência, bem como para as DOM, entre eles idade e atividade profissional dos socorristas, com forte nível de evidência. Não é possível afirmar os fatores de risco cardiovasculares em virtude da carência de estudos que analisem esses aspectos.
CONCLUSÃO:
Os fatores de risco osteomusculares, mais claros na literatura, referem-se à idade e à atividade profissional dos socorristas. Registro PROSPERO: CRD42016042390.

Palavras-chave: doenças cardiovasculares; dor musculoesquelética; fatores de risco; saúde do trabalhador; auxiliares de emergência.

ABSTRACT

BACKGROUND: Studies conducted with prehospital emergency care workers investigated work-related stress and its repercussions on the workers’ mental and physical health.
OBJECTIVE: To identify risk factors for development of cardiovascular (CVD) and musculoskeletal (MSD) work-related diseases among prehospital emergency care workers.
METHODS: We conducted a systematic search in databases PubMed, EBSCO, EMBASE and Science Direct. The inclusion criteria were: risk factors for CVD and MSD among prehospital emergency care workers.
RESULTS:
From 370 articles, 11 were included for review. The included studies identified risk factors for CVD, such as body mass index and sedentary lifestyle, however, with limited level of evidence. For MSD, age and working as first responder were shown to behave as risk factors, with high level of evidence. We were not able to establish which the cardiovascular risk factors are, due to lack of studies that analyzed these aspects.
CONCLUSION:
The most evident musculoskeletal risk factors in the literature are age and working as first responder. Registration PROSPERO: CRD42016042390.

Keywords: cardiovascular diseases; musculoskeletal pain; risk factors; occupational health; emergency care providers.

INTRODUÇÃO

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem como objetivo prestar socorro às pessoas em situações de agravos urgentes nos locais em que esses danos ocorrem, de formaagarantir assistênciaprecoce eacessoaosistema de saúde1.

Os trabalhadores do serviço de atendimento pré-hospitalar de urgências realizam, além do transporte de pacientes para um hospital, procedimentos de baixa a alta complexidade, como, por exemplo, de ministrar medicamentos e fazer curativos a realizar manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). Além disso, na rotina desses trabalhadores estão presentes: eventos traumáticos envolvendo adultos e crianças, insegurança da cena, contato com produtos tóxicos, violência em regiões de miserabilidade e vulnerabilidade social e incêndios, entre outros2.

Especula-se que essas situações estressantes podem ser consideradas um fator de risco tanto para as doenças cardiovasculares (DCV) quanto para as doenças osteomusculares (DOM). O sistema cardiovascular necessita dar respostas às situações de estresse, tais como: aumento da frequência e da contratilidade cardíaca, da pressão arterial (PA) e da resistência vascular periférica3.

O trabalho estressante também pode ser responsável por aumentos na PA de modo persistente e significativo, sendo mais evidente em trabalhadores que executam maior esforço físico4, que também faz parte da rotina desses profissionais na remoção de pacientes, ao erguer as macas e os equipamentos, muitas vezes de forma inadequada, levando o organismo a adaptações e modificações musculares em resposta às exigências que a tarefa impõe. Essas características se configuram como fatores de risco para as DOM.

Ao longo do tempo, as pesquisas com o trabalhador do atendimento pré-hospitalar de urgências têm investigado o estresse relacionado ao trabalho e suas repercussões na saúde mental e física desses profissionais. Assim, faz-se necessário revisar a literatura com o objetivo de identificar os fatores de risco para o aparecimento das DCV e DOM entre os profissionais do atendimento pré-hospitalar de urgências.

 

METODOLOGIA

Esta revisão sistemática segue as recomendações propostas pela Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA)5 e foi registrada no International prospective register of systematic reviews (PROSPERO) sob número CRD42016042390.

FONTES DE INFORMAÇÃO E ESTRATÉGIA DE BUSCA

Foi realizada uma busca sistemática de artigos científicos nas bases de dados PubMed (Tabela 1), EBSCO (Medline), Embase e Science Direct no mês de julho de 2016 e não houve limitação quanto ao ano de publicação.

 

 

CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE

Os artigos encontrados na presente revisão deveriam preencher os seguintes critérios de inclusão: abordar fatores de risco para as DCV e DOM e envolver trabalhadores do atendimento pré-hospitalar de urgência. Foram excluídos os estudos que realizavam avaliação de algum tipo de tratamento para esses profissionais; abordavam evento único, como, por exemplo, as catástrofes; e não estavam redigidos nas línguas inglesa, espanhola ou portuguesa.

SELEÇÃO DOS ESTUDOS

Os estudos foram selecionados a partir da leitura dos títulos e resumos por dois revisores independentes. Os artigos que cumpriram com os critérios de elegibilidade foram lidos e analisados na íntegra. Os desacordos foram resolvidos por consenso e nos casos em que a divergência permanecia um terceiro revisor foi convidado para analisar o estudo.

EXTRAÇÃO DOS DADOS

Dois revisores conduziram, de forma independente e duplicada, a extração dos dados, utilizando um formulário padrão, para extração das seguintes informações: local da pesquisa, população, amostra, instrumentos de avaliação, objetivo e fatores de riscos. As discordâncias foram resolvidas por consenso ou por um terceiro revisor.

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DOS ESTUDOS INCLUÍDOS

Para realizar a avaliação da qualidade dos artigos foi utilizada a escala Critical Appraisal of Studies6, que propõe oito itens de avaliação para o desenho do estudo, estrutura de amostragem, dimensão da amostra, medidas de resultados, mensuração e taxa de resposta, além de interpretação dos resultados e a sua aplicabilidade.

ANÁLISE DOS DADOS

Inicialmente, os dados coletados foram agrupados por semelhança, separando os fatores de risco cardiovasculares dos osteomusculares e sendo realizada uma síntese narrativa dos resultados dos estudos incluídos com o objetivo de descrever a razão associada a esses fatores de risco. Não foi possível a realização de uma meta-análise em virtude da quantidade significativa de fatores de risco e das formas divergentes de apresentação dos seus resultados nos estudos considerados, o que limita a utilização de uma nova análise estatística dos dados.

Por esse motivo, optou-se por analisar a força da evidência científica pela Best Evidence Synthesis (BES), a qual tem sido utilizada pela Colaboração Cochrane7. O BES é uma alternativa à meta-análise que propõe uma avaliação qualitativa dos estudos, na qual a força de evidência é determinada pelo número e pela qualidade dos artigos, bem como pela consistência dos seus resultados7.

Os critérios usados para classificar a evidência foram: forte, obtida por meio de vários estudos de elevada qualidade; moderada, obtida por meio de um artigo de elevada qualidade e um ou mais de baixa qualidade; limitada, por um estudo de elevada qualidade ou vários de baixa qualidade; e sem evidência, obtida por meio de um estudo de baixa qualidade ou de resultados contraditórios8.

 

RESULTADOS

Inicialmente foram encontrados 370 artigos, conforme apresentado na Figura 1. Após as etapas de seleção, 11 estudos foram considerados nesta revisão sistemática.

A qualidade metodológica da maioria dos estudos pode ser considerada alta, uma vez que dos 11 artigos 7 apresentaram acima de 5 respostas “sim” nos critérios da escala Critical Appraisal of Studies, e 4 indicaram 4 respostas “sim” (Tabela 2).

 

 

 


Figura 1. Fluxograma da seleção dos artigos.

 

A Tabela 3 demonstra as características dos estudos incluídos na revisão sistemática, como localidade de realização da pesquisa, população, amostra e instrumentos utilizados para avaliação. Já a Tabela 4 mostra os principais resultados dos artigos incluídos nessa revisão sistemática.

 

 

 

 

DISCUSSÃO

A partir deste estudo observou-se que cinco artigos mencionam fatores de risco para as DCV, dentre eles: o índice de massa corporal (IMC) elevado na condição de sobrepeso ou obesidade9, o sedentarismo9, a hipertensão arterial sistêmica (HAS)11,12, o tabagismo12, a hiperlipidemia12 e o ambiente de trabalho13. No entanto, ao analisarmos a força de evidência desses fatores, obteve-se nível “limitado” para os fatores IMC e sedentarismo e “sem evidência” para os demais, em virtude da carência de estudos nessa população que avaliem especificamente esses aspectos. Assim, são necessárias novas pesquisas que investiguem os fatores de risco para as DCV nos trabalhadores de emergência.

Estudos encontraram que 48% dos paramédicos apresentaram risco muito alto ou alto para DCV10, ou ainda que 49% dos profissionais com menos de 40 anos tinham dois ou mais fatores de risco para DVC e 83% das pessoas com mais de 40 anos tinham dois ou mais fatores de risco, o que indica chance significativamente aumentada de doença cardíaca nessa população12.

Segundo Studnek et al.9, indivíduos obesos são mais propensos a relatar histórico de doenças. De fato, tem sido referida uma prevalência maior que 50% de obesidade/sobrepeso nos trabalhadores de serviço de emergência médica (SEM)10,12. No que se refere à prática de atividade física, sujeitos sedentários também são mais propensos a relatar histórico de doenças9 e a prevalência de sedentarismo nessa população também tem sido relatada como elevada (30%)12.

Cabe ressaltar que a grande parte dos estudos incluídos nesta revisão sistemática foi realizada nos Estados Unidos, e talvez aspectos relacionados à obesidade e ao sedentarismo não reflitam a realidade de outros países.

Os demais fatores de risco encontrados não apresentam força de evidência e, portanto, são necessários novos estudos para tornar possível uma conclusão sobre o assunto. Até o presente momento, no que se refere à HAS, Boreham et al.12 observaram que trabalhadores do SEM apresentam significativamente maior PA do que o relatado para a população masculina em geral. As prevalências desse acometimento também são elevadas no público em questão, sendo relatada predominância de 11% de HAS10, 30 e 41% de pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD) acima do recomendado, respectivamente12.

Um fator de risco conhecido para as DCV, a hiperlipidemia foi relatada como a condição mais prevalente entre as doenças relatadas9, com prevalência variando de 11,5 a 71%9,10,12. Entre os achados relevantes está a redução significativa da lipoproteína de alta densidade (HDL) média em comparação com a população geral12. Além disso, o tabagismo apresentou incidência na população de trabalhadores do SEM superior à da população geral12, sendo relatada prevalência de tabagismo em 19% entre os paramédicos10.

Outro fator de risco que tem sido discutido refere-se à atividade profissional dos socorristas e ao seu local de trabalho. No estudo de Jamner et al.13 foram encontrados valores mais elevados (p<0,001) de PAS, PAD e frequência cardíaca (FC) no contexto de trabalho, os quais eram superiores quando o profissional se encontrava “em cena” (durante atuação em emergência), quando comparado aos momentos em que estava de plantão em sua estação. No entanto, resultados opostos são relatados por Weiss et al.11, que referem que a pressão arterial média (PAM) não se alterou após o turno de trabalho e que houve reduções significativas na FC após esse período em alguns indivíduos. Ainda segundo esse autor, os seus resultados não suportam a hipótese de que existe uma necessidade de intervir na gestão de fatores de risco cardiovascular em paramédicos. Em virtude desses resultados contraditórios, ainda são necessários novos estudos que investiguem a influência da atividade profissional dos socorristas e do ambiente de trabalho desses profissionais sobre a PA e FC a fim de conhecer se eles estão expostos a maior risco de DCV.

No que se refere aos fatores de risco para as DOM, seis estudos mencionam esses fatores, dentre eles: a idade14,18, o sexo14, a escolaridade17, a aptidão física18, a atividade profissional14,18,19, o trabalho noturno15,16, a duração do período de trabalho, o trabalho em turnos consecutivos e horas de recuperação15, a saúde geral autorrelatada17 e a satisfação com o trabalho18.

Ao analisarmos a força de evidência desses fatores de risco, obteve-se nível “forte” para idade e atividade profissional; “limitado” para escolaridade, aptidão física, saúde geral e satisfação com trabalho; e “sem evidência” para os demais fatores de risco.

Quanto aos fatores de risco que até o momento tem-se forte evidência, encontrou-se o aumento da idade associado a um maior risco relativo de notificações de lesões musculoesqueléticas14 e também com mais chance de problemas nas costas18.

Já os estudos que investigaram a influência da atividade profissional dos socorristas observaram que esses trabalhadores apresentam mais risco de lesão lombar quando comparados a outros14,18. As lesões musculoesqueléticas entre os socorristas, em sua maioria, estão relacionadas ao manuseio do paciente, sendo que a maior parte delas ocorre nos membros superiores e nas costas15,16. Uma provável explicação para esse risco aumentado pode estar relacionada à tarefa de transporte de pessoas, que envolve uma exigência física elevada. Por exemplo: a tarefa de transferência cama-maca tem sido relatada como de alto risco para lesões lombares, principalmente em função do alcance extremo e do grau de flexão anterior, sendo ainda pior para os profissionais que elevam a vítima na região da cabeça, em virtude do maior peso levantado e do momento resultante sobre a coluna vertebral19.

Além do esforço físico no manuseio do paciente, esses profissionais estão submetidos a outras situações adversas, como o estresse emocional e a atuação em locais não ergonomicamente apropriados, entre eles a cena de emergência, citada como o local mais comum de ocorrência das lesões e das DOM (51,7%), ou ainda a própria ambulância, durante o transporte, que também é responsável por 29,2% das lesões15.

Os demais fatores que apresentaram limitado nível de evidência foram investigados em apenas um estudo e por isso restringem discussões aprofundadas, como é o caso da satisfação do trabalho, da aptidão física, da escolaridade e da saúde em geral. Resumidamente, com os dados que se tem até o momento, profissionais insatisfeitos com a sua atribuição18, com pior aptidão física18 e que relatavam saúde ruim17 eram significativamente mais propensos a relatar problemas nas costas. Além disso, indivíduos com maior nível de escolaridade foram menos propensos a relatar dor nas costas17.

Os demais fatores de risco encontrados são classificados como “sem evidência” e em geral estão relacionados às características do trabalho, como, por exemplo, a duração do turno, que também foi associada com relato de lesão ou doença ocupacional, sendo que turnos menores ou iguais a 8 horas diminuíram o risco de lesão ou doença em 30%. Já em turnos de 12 horas ou mais houve aumento do risco de lesão ou doença em 49%, e para cada hora, o risco de lesão ou doença aumentou em 4%. Apesar disso, trabalho em turnos consecutivos e horas de recuperação não foram associados com o relato de lesão ou doença15. No que tange ao turno de trabalho noturno, os autores apresentam resultados divergentes15,16, não sendo possível abordar conclusões sobre o assunto até o momento.

Assim, os estudos incluídos nesta revisão sistemática não respondem de maneira adequada aos fatores de risco para as DCV e DOM. Além disso, em sua ampla maioria são realizados nos Estados Unidos, não podendo ter os seus resultados extrapolados para outros países. Com base no exposto sugere-se a realização de pesquisas que investiguem esses fatores em outras nações e na população sul-americana. Isso é importante pois o conhecimento dos fatores de risco para o aparecimento de DCV e DOM entre os trabalhadores do atendimento pré-hospitalar de urgências torna-se necessário quando se almeja a implementação de ações e estratégias que visem à promoção e manutenção da saúde do trabalhador, certificando ao gestor a importância do cuidado e do direito à saúde.

 

CONCLUSÃO

A partir desta revisão sistemática, os fatores de risco para as DCV encontrados foram o IMC e o sedentarismo, porém ambos com limitado nível de evidência. Os demais fatores de risco para as DCV apresentam nível classificado como “sem evidência” e impossibilitam conclusões sobre o assunto. Portanto, não é possível afirmar quais são, de fato, os fatores de risco cardiovasculares em virtude da carência de estudos que analisam esses aspectos.

No que se refere aos fatores de risco osteomusculares, identificaram-se com forte nível de evidência a idade e a atividade profissional dos socorristas. Já a satisfação do trabalho, a aptidão física, a escolaridade e a saúde em geral apresentaram limitado nível de evidência.

Portanto, mesmo que os estudos abordem os fatores de risco para o possível adoecimento desses trabalhadores, a literatura ainda é carente de estudos que os analisem, tanto para as DCV quanto para as DOM entre esses profissionais. Dessa forma, até o presente momento as evidências sobre quais são, de fato, os fatores de risco para as DCV e DOM ainda são inconclusivas.

 

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Recebido em 27 de Junho de 2017.
Aceito em 22 de Agosto de 2017.

Trabalho realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Porto Alegre (RS), Brasil.

Fonte de financiamento: nenhuma


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